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5 Dicas para lidar com um cachorro com problemas de comportamento

5 Dicas para lidar com um cachorro com problemas de comportamento

Você tem um cachorro com problemas de comportamento? Eu também.

Nós temos três cachorras vira-lata, Ivy, Mel e Layla.

Vocês já leram sobre a história delas aqui, aqui e aqui.

Se você leu a história da Layla, sabe que ela é o que muitos considerariam um “cachorro problemático”.

Resolver-problemas-de-comportamento-cachorro

Essa é a Laylinha

Para quem conhece o “encantador de cães” Cesar Millan, sabe que quando um cachorro tem um problema, na verdade, o problema está no dono.

Cesar Millan encantador de cães

O “Encantador de Cães” Cesar Millan e seus cachorros

Mesmo que você fale “ah mas eu faço tudo certo, nunca fiz nada de mal para meu cachorro, dou bronca quando faz algo errado e estou sempre com ele dando amor e carinho”.

Ainda assim, a culpa é sua, é minha, é de todos nós tutores desses peludos que são animais ditos “irracionais” (às vezes eu duvido bastante disso), e precisam de um direcionamento para saber o que nós, humanos, esperamos deles.

Desde o primeiro dia em que a pegamos, com 45 dias, ela rosna, vomita no carro, tem um latido muito agudo (e usa com frequência), vai para cima de outros animais (insegurança) e faz as necessidades dentro de casa.

Quando ela chegou, eu ainda morava com meus pais e irmãos em uma casa, o que piorou a situação pois eu era a única pessoa comprometida em fazê-la melhorar, afinal eu que quis ter um cachorro, não eles.

Porém, um cachorro precisa de disciplina para ser adestrado, e isso deve vir de todos os membros do lar em que ele vive. Não era o nosso caso.

Se apenas eu tentava ajudá-la a fazer a coisa certa, os outros nada faziam e isso ajudou a piorar o quadro.

Mas não posso culpá-los, não posso impor a eles algo que não escolheram.

Como a Ivy veio primeiro e ela é muito comportada, achamos que seria fácil ter mais um cachorro, mas com a ilusão de que todos fossem como ela.

Descobri depois que na verdade os cachorros tem “personalidade” própria assim como nós, humanos, e cada um terá suas necessidades de forma diferente.

Da mesma forma que a Ivy já veio para nós uma princesa, bem comportada, calma e tranquila, a Layla veio com traumas e características que provavelmente ela nasceu ou adquiriu nestes primeiros dia de vida.

Eu tenho uma teoria de que a gravidez de sua mãe possa ter sido bem complicada, deve ter passado fome ou coisas do tipo, porque a Layla era muito nova e já apresentava vários problemas.

Além disso, ela não tem alguns dentes, tem um problema na pele e é extremamente insegura com tudo.

Mas independente dos problemas que vieram com o cachorro, se os donos souberem lidar com a situação e, principalmente, educar e condicionar o cão a fazer as coisas certas, o quadro pode melhorar bastante, ou até se resolver por completo.

No caso da Layla, faz dois anos que me mudei com meu namorado e levei ela e a Ivy. Ele adora cachorros e tem mais “habilidade” que eu para lidar com esses problemas.

Com a mudança, posso dizer que ela melhorou 70% (o que já é muito em se tratando dela).

Parou de fazer necessidades dentro de casa e não surta mais quando vê qualquer indivíduo durante o passeio (agora, só surta com animais, mas até isso está melhorando), o que já é um grande avanço.

Ela ainda vomita no carro, não importa o que façamos. Uma vez, demos dramin a ela para ver se funcionava, e funcionou! Só que ela fez cocô no carro.

Acho que o dramin deve ter soltado o intestino, porque isso é algo que ela nunca tinha feito (ainda bem que não pegou o costume). Mas outra vez tentamos dar de novo e deu certo, ela não vomitou e não soltou surpresas desagradáveis no carro.

Ela ainda rosna e tem opinião forte. Se não quer mais carinho, rosna. Se vamos dar alguma bronca, rosna.

Mas já aprendemos que estes rosnados são apenas uma forma dela dizer que não quer algo, porque ela nunca nos mordeu para machucar, nem ninguém que conhecemos.

Percebemos que ela não é agressiva, pois não quer e não consegue machucar ninguém, mas tem uma insegurança extrema com tudo e todos.

Sabemos disso pois ela também é muito carinhosa e amorosa, a mais lambedora e imploradora de carinhos em casa.

O latido continua agudo e isso não tem como mudar!

A Layla progrediu bastante depois que saímos de uma casa com 5 pessoas, onde apenas 1 era comprometida em melhorar seu comportamento, para uma casa com 2 pessoas, onde ambas estão comprometidas com isso. Faz toda a diferença.

Então vou listar algumas dicas que nos ajudaram bastante a fazer com que ela melhorasse nesses dois anos, espero que possa ajudar você a lidar com seu cachorro com problemas de comportamento também.

Cachorro com problemas de comportamento

Como lidar com um cachorro com problemas de comportamento?

1) Todos comprometidos em ajudar

Como disse antes, é importante que TODAS as pessoas que moram na residência se comprometam na missão.

O cachorro precisa entender que seus donos querem que ele mude, e estão dispostos a fazer de tudo para isso.

Se apenas uma pessoa da casa não fizer nada quando ver o cão urinando na sala, ou passar reto pela urina na frente dele, por exemplo, ele entenderá que aquilo não é um problema e não verá motivo para não continuar fazendo.

Comportamento canino

2) Passeio diário!

Quando eu morava com meus pais, não tinha o costume de passear todos os dias.

A casa era grande e elas ficavam comigo o dia inteiro, pois trabalho em casa.

E eu também dava desculpas para não sair sempre, como o frio, cansaço, etc.

Quando passamos a morar com meu namorado, mudamos este hábito.

Ele sempre passeou todos os dias com a Mel, que morava na casa dos pais dele, e desde o primeiro dia na nova casa nós passeamos TODOS OS DIAS. Sem exceção, sem desculpas, e sempre no mesmo horário, o que ajuda a diminuir a ansiedade delas durante o dia pois sabem exatamente qual a hora de passear.

Elas só não saem se está chovendo, e ainda assim se for apenas uma garoa saímos também. Antes, quando eu passeava com a Layla, era um inferno!

Ela puxava muito, latia para tudo e demonstrava uma grande ansiedade.

Além disso, ela NUNCA fazia as necessidades no passeio (deixava para fazer dentro de casa que era mais “seguro”).

Hoje, além de passearmos todos os dias, temos a sorte de ter um gramado perto de casa onde podemos deixá-las soltas, onde elas podem cheirar e fazer as necessidades à vontade.

A Layla virou o “cachorro do banheiro”, pois quando soltamos a coleira ela faz xixi e cocô umas 5 vezes.

Acho que isso ajudou bastante na questão das necessidades, que era o maior problema pois tínhamos que acordar todo dia e limpar coisas desagradáveis.

Passeio cachorro adestramento

3) Conviver com outros cachorros

Antes, ela só convivia com a Ivy de cachorro.

Agora, como ela passeia mais e com os ataques de surto ao ver outros animais, inevitavelmente ela interage com esses bichos (mesmo que seja de uma forma negativa), e vem percebendo que eles não são o “bicho de sete cabeças” que ela imagina.

Quando chega perto deles latindo ameaçando atacar, os cachorros bem-resolvidos ficam olhando com ponto de interrogação e na maioria das vezes nem reagem.

Os cachorros tem esse poder de sentir muito mais a energia e veem que ela é apenas um cachorrinho inseguro e que não representa perigo a eles.

Com isso, os ataques dela tem sido bem melhores, apesar de ainda acontecerem, e só de estar progredindo e não regredindo já é um grande avanço.

Convivencia cachorros adestramento

4) Aplicar uma técnica educativa

Quanto às necessidades, apesar do passeio ajudar bastante, o que resolveu definitivamente foi outra “técnica”.

Os adestradores dizem que você só ensina um cachorro premiando quando ele faz a coisa certa, e eu realmente acredito nisso e tento usar com as minhas cachorras.

Mas no caso da Layla ela NUNCA fazia necessidades no jardim de casa, então não tinha como premiar para tentar adestrar.

Já desesperados sem saber o que fazer, eu tive uma ideia, que era algo que impactaria ela de uma forma que não quisesse mais aquilo de jeito nenhum.

E não foi batendo ou agredindo!

Eu tinha uma casinha de cachorro esquecida aqui em casa, porque elas só dormem para dentro, e decidi colocá-la no jardim.

Quando era de manhã e a Layla havia feito as necessidades em casa, passei a colocá-la na casinha, amarrada a uma árvore com uma coleira, que seria para ela entender que nós não iríamos mais aceitar aquilo.

Tinha comida, água, cobertor e cobertura, nada de maus tratos! Mas ela é muito acostumada a ficar dentro de casa então não agradou mesmo. Fizemos isso por 3 dias seguidos, acordávamos, limpávamos o xixi na frente dela dizendo que não pode, e a colocávamos na casinha no jardim.

Deixávamos ela lá por algumas horas para causar um impacto.

Ela ficava chorando, dava uma dor no coração, mas tive que ser forte pois estava empenhada em acabar com este problema.

Com isso, após os 3 dias, ela simplesmente não fez mais nada dentro de casa! Passou a fazer sempre no jardim e no passeio.

Raramente escapa alguma coisa, mas só de não ser com frequência já é uma vitória.

Mas fica o alerta: jamais bata ou agrida o cachorro para ensinar, isso não funciona e obviamente é totalmente sem noção. Ninguém aprende apanhando, isso só vai gerar mais conflitos e agressividade no cão.

Educar cão

5) Mude a sua energia e seu comportamento

Com as puxadas fortes que ela dá no passeio, eu confesso que comigo ela não tem jeito.

Não consigo fazer da forma que dizem. Meu namorado é quem a leva no passeio, e com ele ela fica um pouco mais “light”.

Eu sei que é a energia que você passa para o cachorro que ajuda ele a se sentir calmo e, principalmente, ele precisa entender que quem é o líder é você.

Tudo o que ele quer é poder se sentir seguro e não ficar desse jeito, mas na cabeça do cachorro se a sua energia não está calma e com postura de líder, ele acredita que deve assumir essa liderança e por isso acaba agindo dessa forma. Só que essa questão da energia é muito subjetiva e difícil de aplicar.

Eu fico bem calma nos passeios, ao menos é assim que me sinto, mas provavelmente não da forma que a Layla precisa.

Segurar a guia de forma leve, sem prender no braço, ajuda muito, pois passa mais confiança e uma energia mais leve. É algo que venho praticando.

Como adestrar um cão

E aí? Vamos colocar em prática e melhorar o comportamento do seu cachorro a partir de hoje?

Estas foram as 5 dicas que eu dei, com base em minha própria experiência, para melhorar o comportamento de um cachorro com problemas de comportamento.

Realmente existem coisas que fazem parte de quem seu cachorro é, e não vai ter como mudar. O latido agudo da Layla ela sempre vai ter, não é mais filhote e ainda tem aquele latido irritante. Isso não tem como ser diferente.

Mas você pode melhorar a situação, por exemplo diminuindo a frequência dos latidos. No caso da Layla, ela late muito por insegurança.

Se passa alguém na frente de casa, ela late, se passa cachorro, ela late, se ouve algum barulho estranho, ela late. Tudo isso é insegurança e estamos trabalhando aos poucos com ela.

Não existe mágica, o segredo está em você, no SEU comportamento, nas SUAS atitudes, na SUA energia, na SUA capacidade de mostrar que o líder é você e que as coisas precisam ser do seu jeito, não do jeito do cachorro.

Pare de culpar o cachorro pelos problemas que ele tem, e comece a olhar para dentro de você.

Os cachorros seguem o que os donos passam para eles de forma indireta, por isso é importante você olhar para dentro de si e entender o que está gerando aquilo no cão.

Apesar de eu ainda não ter essa capacidade de mostrar que sou a líder, tenho outra pessoa em casa, meu namorado, que tem, e isso já ajuda muito.

O mais importante é o cachorro entender que ele não é o líder, e assim ficará mais calmo e seguro.

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