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A História da Ivy

A História da Ivy

Alguns anos após a chegada da Mel, que ficou morando na casa da família do meu namorado e hoje mora com a gente, eu já estava com uns 24 anos e queria de qualquer jeito um cachorro.

Nos finais de semana que passava na casa dele me sentia muito bem com as cachorras, e sabia que eu precisava vivenciar aquilo na minha vida.

Quando era mais nova, quis ser veterinária, mas na adolescência me distanciei um pouco disso, talvez pelo fato de que eu não poderia ter um cachorro na época porque meus pais não queriam.

Quando conheci meu namorado, que sempre teve bichos em casa, isso tudo aflorou muito forte em mim e eu percebi que deveria ter tido cachorro a vida inteira, pois eu me sinto muito melhor com eles do que com as pessoas.

Acho que algumas pessoas se identificam com isso também.

Estava viajando, e coloquei em mente que precisava convencer minha mãe quando voltasse.

Comecei a enviar mensagens da viagem para ela, jogando algumas ideias no ar, para ir trabalhando a aceitação aos poucos e não jogar tudo de uma vez (pois a resposta seria NÃO).

Mas conhecendo minha mãe, que tem o coração mole apesar de ser rígida, eu sabia que só haveria uma forma dela aceitar: se eu mostrasse uma foto de um filhote e ela se apaixonasse pela carinha fofa dele. E, além disso, ela era traumatizada com cachorro macho (teve um Beagle muitos anos antes que tocava o terror na casa), então precisava ser fêmea.

Eu decidi ir pelo único caminho que eu sei que seria viável se eu quisesse ter um companheirinho de quatro patas.

Pensei em pegar um pequeno daquelas raças fofas, porque achei que ela não iria querer vira-lata.

Infelizmente, as pessoas ainda tem muito preconceito e na maioria dos casos nem cogitam pegar um cachorro sem raça definida.

Mas eu estava errada.

Tive um click de buscar na internet cachorros para adoção e pensei: vou buscar uma vira-lata de porte pequeno e filhote que alguém esteja doando.

Foi quando encontrei a minha Ivynha em um site de classificados bem famoso!

Uma cachorrinha de 3 meses, onde a tutora dizia que ela precisava doar pois seu marido queria pegar um Pitbull.

Ela era uma vira-lata muito fofa, amarelinha manchada de branco com os olhinhos castanhos claros, nariz vermelho e bem pequenininha.

Decidi mostrar a foto para minha mãe, e ela simplesmente se derreteu…

Ficou encantada com a Ivy, só de ver o olhar dela eu tive certeza de que eu teria um cachorro finalmente.

Como eu esperava, minha mãe não soube dizer não, e ficou empolgada para levarmos ela para casa.

Foi aí que surgiu um empecílio.

Eu não havia me ligado em algo muito básico, a localização do cachorro.

Quando fui mandar e-mail para a tutora da Ivy dizendo que iria buscá-la, percebi que ela era de São José do Rio Preto, uma cidade do interior a 5 horas de São Paulo, onde estávamos.

Era totalmente inviável eu ir buscá-la, mas fiquei tão desesperada agora que já havia convencido minha mãe que cogitei todas as possibilidades possíveis para fazê-la chegar até mim.

Foi quando conversei com a tutora, na esperança dela me dar uma luz. Expliquei que era de São Paulo e não haveria como buscá-la.

Ela respondeu dizendo que não haveria como então realizar a adoção, mas em seguida mandou outro e-mail com uma ideia: ela tinha um amigo que trabalhava em uma transportadora e ele iria para São Paulo em poucos dias, podendo levar a Ivy em seu caminhão.

E foi o que aconteceu. Ele levou a Ivy em um local próximo à minha casa onde meus irmãos e, por incrível que pareça, minha mãe foram buscar.

Todos em casa se apaixonaram por ela, uma cachorrinha esperta, meiga e muito sensível.

Algumas curiosidades sobre a Ivynha:

  1. Logo que ela chegou em casa um tio que mora nos EUA viu a foto e disse que ela parecia um filhote de pitbull. Eu fiquei com receio de ter colocado um pitbull na casa da minha mãe, que a princípio nem cachorro queria. E parecia mesmo! Eu conhecia um cachorro dessa raça que era da mesma cor, com as mesmas manchinhas brancas no peito e nas patas, nariz vermelho, olhos claros. Para crescer e virar um pitbull só faltou o tamanho mesmo, pois ela ficou bem pequenininha. Meu namorado me zoa até hoje por eu ter cogitado essa possibilidade.
  2. Ela faz qualquer coisa por comida, principalmente se for proteína. Pouco tempo depois dela chegar em casa, encontrei 3 cascas de ovos no meio da sala que ela pegou na despensa, quebrou e comeu. Depois disso, comidas apenas nos armários de cima. Eu e meu namorado brincamos em casa que ela nos trocaria fácil por um churrasqueiro gaúcho.
  3. Apesar de ser muito boazinha e parecer uma princesinha, ela também pode ser bem levada. Muitas vezes é ela quem bota fogo nas outras cachorras para latir, atravessar o rio quando estamos passeando sem coleira, cavar os colchões de casa e até se colocar em perigo por uma aventura.
  4. Uma vez ela caiu na casa de máquinas da piscina com 2 metros de altura, que haviam deixado a tampa aberta. Ela estava correndo brincando com as outras cachorras e, distraída, caiu no buraco. Nós notamos que ela sumiu, comecei a chamar ela desesperada e não a víamos em lugar nenhum, e ela não latia. Andando no quintal notei o buraco, e ela estava lá no fundo olhando para cima abanando o rabinho, quase dizendo “que bom, vocês me acharam!”.
  5. Ela quase ingeriu mercúrio de termômetro. Alguém distraído deixou em cima da mesinha da sala, e sem ninguém ver ela pegou e começou a morder o vidro. Quando cheguei estava tudo destruído e ela ao lado. Meu medo era que ela tivesse ingerido o mercúrio, que pode matar, mas por muita sorte (e talvez inteligência dela?) o mercúrio estava em um canto no chão intacto.
  6. Ela já foi atropelada por uma moto e hoje as vê como objetos assassinos. Onde moramos é muito calmo e bem vazio, e ela sempre foi obediente, por isso deixava ela ir no passeio sem coleira, afinal é a maior alegria da vida dela. Só que neste dia ela saiu do meio do mato e foi direto para a rua, e ao mesmo momento passava um homem em uma moto. Ele não viu que ela estava conosco, a atropelou e fugiu. Mas ela teve apenas alguns arranhões e se recuperou bem rápido, só ficou o trauma de motos.
  7. Ela é extremamente sensível. Quando está aprontando algo e nós vamos dar bronca, se joga no chão e implora para não brigarmos com ela. E depois fica nos seguindo em casa como quem estivesse tentando se redimir e pedir desculpas.
  8. Ela é muito friorenta e dorme com cobertor em 90% dos dias do ano. Se eu não tiver coberto ela a noite, levanto da cama e vou cobrir, porque ela passa muito frio.
  9. As vezes ela parece um gato, pois tem reflexos impressionantes, corre muito rápido e tem habilidade para andar em qualquer lugar estreito, alto ou íngreme. Nossa outra cachorrinha, Layla, sempre tenta seguir a Ivy nas aventuras mas dá muito errado e ela acaba se dando mal.
  10. Apesar de dar umas aprontadinhas e as vezes colocar “fogo no barraco”, ela é a cachorra mais fácil de cuidar em casa e a que dá menos trabalho. Mas a gente ama cada uma com seus defeitos e qualidades

Você também tem uma linda história com seu cachorro para contar? Então escreva para nós e sua história pode ser publicada aqui no Só Cachorro!

História contada por Karina, criadora do site Só Cachorro.

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