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A História da Layla

A História da Layla

Eu já tinha a Ivy e queria adotar mais um cachorro. Trabalho em casa então a Ivy sempre me teve de companhia diariamente, mas ela é muito brincalhona e faltava uma companheira do porte dela para brincar.

Minha família estava encantada com essa cachorrinha meiga e muito fácil de lidar. Eu me achava uma super adestradora, porque a Ivy não dava trabalho nenhum pra gente, era exemplar em todos os sentidos.

Achamos que era fácil! Doce ilusão…

A Layla nasceu em uma casa humilde em São Paulo, que tinha uma vira-lata que cruzou com um cachorro da rua, o famoso “pretinho, baixinho aí da rua” como diria a mulher que me deu ela.

O local era bem precário, a cachorra da mulher engravidou e ela não tinha como cuidar dos filhotes.

Eu mostrei foto de um dos filhotes para a minha mãe, que não era a Layla mas era parecido, e ela, assim como eu achando que era fácil ter um cachorro pois tínhamos a Ivy e era uma maravilha, se apaixonou e me deixou pegar.

Eu e meu irmão fomos buscá-la de carro. Chegando lá, eu nem escolhi o filhote, a mulher pegou um deles e me deu. Tinha 45 dias, era muito pequena, mas a mulher não tinha mais como cuidar e queria colocar na rua.

Minha vontade era de pegar todos, mas eram uns 8 e não tinha como.

Hoje eu acho que ela deve ter pego o filhotinho mais “pá virada”, o mais levado, e deu para nós!

Já no carro, na caixa de sapato que ela estava, apesar de ser aquela coisinha linda e muito pequena, já rosnava e vomitava.

Ela rosnava muito! Eu e meu irmão achamos engraçadinho, mas era um sério indício do que teríamos pela frente.

Chegamos em casa e ela dormia dentro de uma caixa de papelão, já que era bem filhotinha.

Era tão pequena que meu irmão colocava ela no bolso do moleton para assistir TV com ele.

Conforme foi ficando maiorzinha, começou a interagir com a Ivy, que tentava pegá-la e ela sempre se escondia embaixo de uma poltrona, até o dia em que percebeu que não cabia mais e teria que enfrentar a “irmã”.

E até hoje é assim. A Layla idolatra a Ivy, não tem ninguém que ela ame mais. E a Ivy, apesar de ser um pouco menor, domina ela totalmente, tanto nas brincadeiras quanto nas brigas.

Porém, conforme ela foi crescendo, começamos a notar muitos problemas.

Ela é extremamente insegura, por isso rosnava tanto, e nos passeios surtava e queria ir para cima das pessoas ou animais.

Ainda filhote colocou um weimaraner adulto para correr.

Passear com ela era muito difícil, e ainda é, mas antes era pior.

Ela puxa muito e fica louca quando vê outro animal. Se está sem coleira, vai atrás e fica latindo como se fosse atacar.

Mas tem um detalhe, ela nunca ataca de fato. Pelo contrário, se o cachorro fica calmo ela late um tempo, desiste e vai embora. Mas se o cachorro olha um pouquinho feio, ela sai correndo e volta para nós chorando. Isso é medo e insegurança pura.

Ela era assim com pessoas também, mas hoje acostumou e não faz mais isso.

Mas com outros animais, apesar de ter melhorado, ela ainda vai para cima como se fosse atacar, e não ataca.

Mas eu jamais a abandonaria ou a doaria para ninguém por conta dos problemas que ela tem.

Por muito tempo ela fazia xixi e cocô dentro de casa, tem problema na pele, mordia a pessoa que dava banho (mas nunca mordeu forte para machucar, apenas para avisar que ela não queria), o latido dela é extremamente agudo e ninguém aguenta.

E olha que nossas outras cachorras também latem bastante, mas o tom do latido da Layla não é suportável a seres humanos!

Ela tem todos os defeitos que um cachorro pode ter. É o típico cachorro que muitos mandariam embora, como acontece diariamente.

Mas nós sabemos ver as qualidades dela.

Pensa em um cachorro fofo para apertar e fazer carinho. É ela.

Ela é muito sentimental, chora quando quer algo, implora por carinho se rolando na cama, é a mais lambedora disparado.

Então temos muitos motivos para amá-la, cuidá-la e tentar fazê-la melhorar onde conseguirmos.
Algumas curiosidades sobre a Laylinha:

  1. É quase impossível mexer nas patinhas dela, ela fica brava e ameaça morder. Ela tem algum trauma com essas patinhas e não sabemos o que é, mas meu namorado com suas técnicas infalíveis conseguiu melhorar bastante esse problema e hoje em dia ficou um pouco menos difícil.
  2. Quando passeamos com elas soltas, a Layla é a mais medrosa e nunca fica a mais de alguns metros de distância de nós (a não ser que apareça algum bicho, geralmente cachorro, aí ela surta e sai correndo até perceber que está longe de nós e volta correndo).
  3. Ela não liga tanto quanto às outras para comida. Gosta, mas não faz qualquer coisa por isso. Uma vez estávamos fora de casa e os pais do meu namorado vieram ficar um pouco com elas. A Layla não estava muito acostumada com eles, que chegaram com vários petiscos gostosos. A Ivy e a Mel foram correndo pegar os petiscos, a Layla não quis em nenhum momento, e ficou o tempo todo na caminha desconfiada.
  4. Ela é a que mais toma banho em casa, pois vira e mexe estamos passeando, aparece um cachorro e ela atravessa por dentro do rio, voltando depois toda suja de barro.
  5. Quando estamos na piscina, ela fica na borda chorando e implorando para entrar. Mas quando tentamos pegá-la ela fica com medo e desiste.
  6. Ela é o cachorro mais engraçado que eu conheço e já tivemos o prazer de presenciar as cenas mais comédias com ela de protagonista, principalmente quando ela decide seguir a Ivy nas aventuras e percebe no meio do caminho que não tem a mesma capacidade para fazer.
  7. Quando ela era filhote, tentava subir na cama e às vezes não conseguia. Pegava impulso para pular, batia com a cara na cama e caia de barriga no chão.
  8. Apesar de ter 3 anos de idade, ela ainda parece (pela fofura) e age como filhote de vez em quando.
  9. Quando a arrumamos para sair ao passeio, apelidamos ela de “orquestrinha”, porque ela começa a dar um choro misturado com latido devido a ansiedade, que fica parecendo uma orquestra ou uma ópera.
  10. Ela ama ficar totalmente embaixo do cobertor, principalmente escondendo a cabeça. As vezes tenho que arrumar o cobertor pra ela não correr o risco de sufocar, não sei como ela aguenta.

Você também tem uma linda história com seu cachorro para contar? Então escreva para nós e sua história pode ser publicada aqui no Só Cachorro!

História contada por Karina, criadora do site Só Cachorro.

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